Em meio à alta do arroz, Alagoas registra retração de 15,3% na produção do grão

Por Carlos Nealdo | Portal Gazetaweb.com     16/09/2020 18h15 - Atualizada às 17/09/2020 06h45

A soja, matéria-prima para a produção de óleo, teve a maior queda, com 69,2%, diz IBGE

Safra de arroz registrou retração em Alagoas 

FOTO: Reprodução

Em meio à alta do preço do arroz, que obrigou o governo federal a zerar a alíquota do imposto de importação para o grão em casca e beneficiado, a safra do produto em Alagoas para este ano registrou uma retração de 15,3%, segundo estimativa divulgada na semana passada, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto divulgado pelo órgão, o Estado deve colher este ano 17,04 mil toneladas de arroz, contra as 20,13 mil toneladas colhidas na safra passada. Em números absolutos, são mais de 3,08 mil toneladas a menos entre uma safra e outra.

Já para a safra de feijão - outro produto que teve o preço elevando nas últimas semanas -, o IBGE estima um crescimento de 31% este ano, na comparação com o ano passado. Pelo levantamento do órgão, Alagoas deve colher 13,03 mil toneladas do grão, contra as 9,9 mil toneladas registradas na safra do ano passado. Em números absolutos, o aumento representa 3,08 mil toneladas a mais.

A soja, matéria-prima para a produção do popular óleo de cozinha - outro produto que registrou alta no preço nos últimos dias - registrou a maior retração, segundo as estimativas do IBGE. Para este ano, Alagoas deve produzir 4,8 mil toneladas do grão, um tombo de 69,2% em relação às 15,6 mil toneladas produzidas na safra passada.

No geral, o IBGE estima que a safra alagoana de grãos deste ano atinja 101,2 mil toneladas, um aumento de 5,6% em relação às 95,9 mil toneladas produzidas no ano passado. Segundo o órgão, o avanço é consequência do aumento de 44,9% na área plantada, que saltou de 45,8 mil hectares no ano passado, para 66,4% mil hectares este ano.

Em todo o País,  a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas este ano deverá ser recorde, estimada em 251,7 milhões de toneladas, ou seja, 4,2% superior à registrada no ano passado, de 241,5 milhões de toneladas.

Em relação à produção, são estimadas altas de 6,6% para a soja, de 7,2% para o arroz, de 0,3% para o algodão, de 38% para o trigo e de 6,1% para o sorgo. São esperadas quedas, no entanto, para o milho, de 0,4%, e para o feijão, de 2,9%.