Perito descarta catalepsia e afirma que jovem apresenta sinais de morte

Por Rafael Maynart Clariza Santos     14/11/2017 15h17 - Atualizada √†s 14/11/2017 16h27

M„e (esq) aguarda resultado de exame; perito Clťber Santana esclareceu o caso

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D√©bora Isis estava sendo velada desde o √ļltimo domingo (12) porque m√£e acreditava que jovem ainda estava viva

Mãe (esq) aguarda resultado de exame; perito Cléber Santana esclareceu o caso

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O perito Cléber Santana, do Instituto Médico Legal (IML), descartou a hipótese de catalepsia envolvendo a jovem Débora Isis, de 18 anos, cujo corpo estava sendo velado já há três dias, em Rio Largo, em virtude da suspeita da família de que ainda pudesse estar viva.

À Gazetaweb, Santana revelou que realizará o procedimento de necropsia para atestar a morte de Débora. Segundo ele, a jovem apresenta os sinais do óbito.

Ainda de acordo com o perito, a necropsia servir√° para determinar quando ela morreu, afastando tamb√©m, de uma vez por todas, a hip√≥tese de que ela ainda esteja viva, atendendo a uma recomenda√ß√£o do Minist√©rio P√ļblico Estadual (MPE).

O mesmo exame tamb√©m vai apontar se houve neglig√™ncia por parte dos profissionais que prestaram atendimento a D√©bora desde o momento em que foi encaminhada √† unidade de sa√ļde em Rio Largo, onde fora diagnosticada com um quadro de virose. De l√°, seguiu para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Macei√≥, sendo transferida para um hospital particular da capital, onde veio a √≥bito ap√≥s uma parada card√≠aca, segundo boletim m√©dico.

Por√©m, como a jovem ainda n√£o apresentava rigidez cadav√©rica, al√©m da temperatura de um cad√°ver, a fam√≠lia passou a duvidar da morte. O epis√≥dio logo chamou a aten√ß√£o da comunidade onde morava, o que levou o delegado Manoel Wanderley, titular do 12¬ļ Distrito Policial, a determinar a remo√ß√£o do corpo para o IML.

M√£e come√ßou a velar a filha no √ļltimo domingo, quando hospital confirmou √≥bito

FOTO: José Feitosa

"A hip√≥tese de catalepsia j√° foi descartada. Vamos realizar o exame de necropsia e, com ele, afastar totalmente esta possibilidade levantada pela fam√≠lia. Ela [D√©bora] apresenta sinais de morte, como uma mancha no abd√īmen, que √© um sinal. Depois de 48 horas, os sinais j√° come√ßam a aparecer. Daqui a pouco, o odor tamb√©m vai surgir", explicou o perito.

Na oportunidade, Cl√©ber refor√ßou que os sinais deste fen√īmeno come√ßam a surgir dois dias ap√≥s o √≥bito, o que confirmaria o laudo emitido pelo hospital particular, dando conta de que D√©bora de fato faleceu no √ļltimo domingo (12), na unidade de sa√ļde em quest√£o.