Família acusa hospital particular de negligência ao atestar morte de Débora Isis

Por Rafael Maynart e Clariza Santos     14/11/2017 18h29 - Atualizada às 14/11/2017 22h32

Paulo Daniel acusa hospital particular de negligncia

FOTO: Clariza Santos
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Paulo Daniel afirma que jovem ainda apresentava sinais vitais quando foi liberada para sepultamento

Paulo Daniel acusa hospital particular de negligência

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"Eu senti sinais vitais na minha irmã mesmo após o atestado de óbito". A declaração de Paulo Daniel, irmão de Débora Isis, vai de encontro ao que atestou laudo do IML, divulgado no início da noite desta terça-feira, confirmando a morte da estudante. Contudo, Daniel acusou, também nesta terça, o Hospital Vida - onde Débora esteve internada - de negligência, já que foi a unidade de saúde quem atestou a morte da jovem de 18 anos sem acionar o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). 

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de necropsia após pedido do Ministério Público Estadual (MPE). 

De acordo com Paulo Daniel, a família passou a alimentar dúvidas desde a liberação do corpo, no último domingo, já que a jovem ainda apresentava sinais de vida. Segundo ele, o hospital teria atestado o óbito da jovem mesmo sem ainda apresentar as características de morte.

"Eu senti sinais vitais na minha irmã mesmo após o atestado. O corpo chegou em nossa casa às 20h30. Ainda corremos para chamar um médico na secretaria de saúde do município [de Rio Largo].  O responsável olhou, disse que voltaria, mas não voltou. São tantos erros, tanta falta de assistência", desabafou Paulo Daniel.

Porém, à Gazetaweb, o perito do IML Cléber Santana revelou, nesta tarde, que a jovem já apresentava, sim, os sinais do óbito.

Ainda de acordo com o perito, a necropsia serviu para determinar quando ela morreu, afastando também, de uma vez por todas, a hipótese de que ela ainda estivesse viva, atendendo à recomendação do MPE.

Por meio de nota, o Hospital Vida esclareceu que se reservou o direito de manter-se em silêncio por convicção de que foram seguidos todos os protocolos de atendimento médico durante o período em que a paciente esteve sob os cuidados da unidade. 

"Afirmamos que temos plena confiança em nossos colaboradores e nos profissionais que aqui atuam. A Direção coloca-se à disposição da família para qualquer tipo de esclarecimento que se fizer necessário, de forma legal", informa o documento.