Principal linha de investigação da morte de Marielle é envolvimento de milícias

Por G1     16/04/2018 14h17

Ministro da Segurança diz que investigações de casos como o do pedreiro Amarildo e da juíza Patricia Accioli demoraram mais de 30 dias para resolução

Vereadora Marielle Franco foi morta a tiros há 32 dias no Rio de Janeiro

FOTO: Renan Olaz/CMRJ

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na manhã desta segunda-feira (16) que a principal linha de investigação da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes envolve milícias. Durante a tarde, a família da vereadora irá encontrar com o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, para saber o andamento das investigações.

"Eles partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco. Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas. Eu diria que, hoje, apenas uma delas e os investigadores têm caminhado bastante adiante. Essa hipótese mais provável é a atuação de milícias no Rio de Janeiro", declarou Jungman, em entrevista dada ao Jornal da CBN.

O caso completou 1 mês no último sábado (14), com poucas informações da polícia e nenhum apontado como autor ou mandante do crime. O ministro lembrou que casos como as mortes do servente de pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, e da juíza Patrícia Accioli, em 2011, levaram mais de um mês para serem resolvidos. "O caso Amarildo demorou 90 dias para ser resolvido. O caso da Patricia Accioli demorou 60", explicou.