Após saída de cubanos, quase 98% das vagas do Mais Médicos são ocupadas em AL

Por Carlos Nealdo | Portal Gazetaweb.com     06/12/2018 20h28

A um dia do fim do prazo de inscrição, apenas três municípios ainda não preencheram todas as vagas

Médicos têm até o dia 14 para se apresentarem nos municípios

FOTO: Reprodução

A um dia do fim do prazo para a inscrição no Mais Médicos, 97,6% das 127 vagas que eram ocupadas por médicos cubanos em Alagoas já foram preenchidas, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (06), pelo Ministério da Saúde. Restam apenas três vagas em Belo Monte, Minador do Negrão e Teotônio Vilela - todos considerados pelo Ministério da Saúde como municípios de extrema pobreza. 

Em Belo Monte, as três vagas abertas com a saída dos profissionais de Cuba chegaram a ser preenchidas, mas um dos médicos desistiu de se apresentar no município, segundo o secretário municipal de Saúde, Rafael Soares. 

Pelo cronograma do governo federal, os profissionais têm até as 18 horas de sexta-feira (14) para ser homologado pelo gestor municipal. "Ressalta-se que o médico que não comparecer ao município para fins de validação, no prazo estabelecido em cronograma, será excluído da seleção", informou o Ministério da Saúde, em carta circular encaminhada às secretarias municipais de Saúde na segunda-feira (03).

Em Alagoas, o programa Mais Médicos está presente em 70 municípios - 47 deles tinham  profissionais cubanos. Ao todo, 231 profissionais atuam em Alagoas, sendo 127 deles, cubanos. Em três municípios - Pariconha, Porto Real do Colégio e São Sebastião - os médicos atuam em Distritos Sanitário Especial Indígena (DSEI), segundo o edital do programa.

De acordo com a coordenadora estadual do Mais Médicos, Ivana Pita, os novos profissionais estão atuando em unidades do Programa Saúde da Família, supervisionados por técnicos do programa.

Em todo o País, segundo o balanço do Ministério da Saúde, 314 das 8.405 vagas ainda não haviam sido preenchidas até esta tarde. Segundo o governo federal, a maioria dessas vagas foram geradas por desistência dos médicos. "O principal motivo alegado pelos médicos é a incompatibilidade de horário com outras atividades profissionais", informou o governo federal, por meio de assessoria. "O programa exige uma dedicação de 40 horas semanais, em uma equipe de Saúde da Família. Outra parcela de profissionais informou que entrou em residência médica, recebeu nova proposta de trabalho ou teve problemas pessoais", explicou.

Segundo o Ministério da Saúde, os profissionais que atuam no programa recebem bolsa-formação - atualmente no valor de R$ 11,8 mil brutos - e uma ajuda de custo inicial entre R$ 10 e R$ 30 mil para deslocamento para o município de atuação. Além disso, todos têm a moradia e a alimentação custeadas pelas prefeituras.