Custando R$ 30 a mão, procura por milho na Praça da Faculdade ainda é baixa

Por Clariza Santos, com Felipe Guimarães     12/06/2019 10h59

Segundo os próprios comerciantes, o movimento deve começar a melhorar a partir de hoje, mas sem grandes expectativas

A vendedora Geilza Rocha se mantém otimista e diz que o movimento deve começar a melhorar

FOTO: Clariza Santos


A chegada de São João desperta o interesse nas comidas típicas desta época do ano. Na Praça da Faculdade, tradicional polo de vendas de milho, vendedores estão à espera dos clientes desde cedo e reclamam do pouco movimento. Por lá, a mão de milho (50 espigas) está custando R$ 30, em média.

De acordo com Albertina Ávila, vendedora de milho há uma década, o movimento não anda muito bem. "Esse ano tá fraco. O pessoal tá querendo comer muito milho não. Mas, vai começar a melhorar porque as pessoas procuram mais de hoje em diante" (sic), disse.

A comerciante Geilza Lima Rocha, que vende milho há 22 anos na Praça da Faculdade, salientou que a partir hoje o movimento deve começar a melhorar.

"Hoje que começou muito a melhorar. Veio muito freguês que sempre vem comprar e já veio gente que nunca vi. A gente deixa claro que o milho é todo natural. Só foi irrigado porque a chuva foi pouca. A mão tá baratinha, R$ 30", afirmou Geilza Lima Rocha.

O consumidor assíduo e cliente dos comerciantes da praça há 20 anos, Carlos Alberto Castilho  comentou a importância do milho para a sua família.

"Compro para o consumo da minha família. Sempre temos a festa em casa. Acendemos a fogueira e comemos uma canjiquinha feita por minha mãe, irmã e por mim. Meus pais se chamam Antônio e Antônia. Então, a festa não pode faltar. É o padroeiro da família", disse Carlos Castilho, acrescentando que todos os anos compra com a galega (Geilza) por confiar na qualidade do produto.