Presidente da ONG Pata Voluntária é liberada após habeas corpus

Por Clarissa Nazário | Portal Gazetaweb.com     11/07/2019 21h24 - Atualizada às 11/07/2019 22h49

Amropali Mondal foi presa acusada de estelionato, comunicação falsa de crime e organização criminosa

Funcionárias da ONG Pata Voluntária simularam assalto para arrecadar dinheiro 

FOTO: Reprodução Instagram

A presidente da Organização Não Governamental Pata Voluntária, Amropali Pedrosa Mondal, foi liberada nesta quinta-feira (11), após a Justiça alagoana aceitar o pedido de habeas corpus feito pela defesa. Ela foi presa em flagrante por suspeita de estelionato, falsa de crime e organização criminosa.

O desembargador João Luiz Azevedo Lessa determinou, em decisão publicada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, que a prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares que deverão ser cumpridas como comparecimento mensal ao Juízo de primeiro grau, proibição de se ausentar da Comarca sem prévia autorização judicial, comunicação prévia ao Juízo acerca de eventual mudança de endereço e comparecimento a todo os atos do processo.

Além da presidente da ONG, outras duas funcionárias, Nayane Perícia Silva Barros, 26 anos, e Maria Gisele do Nascimento Oliveira, de 23 anos, também foram presas.

Os delegados Leonam Pinheiro, Thiago Prado e Fábio Costa relataram que as investigações tiveram início após uma denúncia sobre a invasão do abrigo, localizado no Jaraguá. Elas denunciaram que o local tinha sido invadido e que alguns materiais teriam sido levados, como objetos pessoais, dinheiro e material de construção. Uma das suspeitas chegou a dizer que teria sido agredida no momento do assalto. 

O delegado Leonam Pinheiro relatou que, no decorrer das investigações sobre a invasão, a polícia constatou que tudo era uma fraude.