Universidade é incendiada no Chile durante novos protestos

Por Portal Gazetaweb, com G1     08/11/2019 21h00

Além disso, segundo imprensa chilena, vândalos saquearam uma igreja clássica da capital

Em diversas partes de Santiago, houve confronto entre manifestantes e forças de segurança

FOTO: Esteban Felix/AFP
Nesta sexta-feira (8), milhares de pessoas voltaram às ruas de diversas cidades no Chile. A sede de uma universidade de Santiago foi incendiada. De acordo com a imprensa local, a capital Santiago viu novas cenas de vandalismo e violência causados por manifestantes mascarados.

Entenda a onda de protestos no Chile

Perto da Praça Baquedano, lotada de manifestantes, um grupo ateou fogo na sede da Universidade Pedro de Valdivia. Não há relatos de feridos. Os rolos de fumaça eram vistos à distância e chegaram a afetar algumas das pessoas que protestavam perto do local.

Além disso, outro grupo saqueou a Paróquia de La Asunción, construída em 1876 e uma das igrejas mais emblemáticas de Santiago. Segundo o jornal "La Tercera", manifestantes picharam a fachada da construção e levaram bancos, confessionários e imagens, que foram queimadas em barricadas.

Em diversas partes de Santiago, houve confronto entre manifestantes e forças de segurança. Até a atualização desta reportagem, não havia dados consolidados sobre possíveis feridos nos protestos.

Violência em protestos

De acordo com balanço oficial do governo chileno, 20 pessoas morreram nos protestos do Chile - cinco dessas mortes foram causadas por policiais. Além disso, entidades de direitos humanos acusam as forças de segurança de praticar tortura. O ministro da Justiça chileno, Hernán Larraín, admitiu possíveis violações contra manifestantes.

Nesta semana, um tribunal acolheu denúncia contra o presidente do Chile, Sebastián Piñera, por "crimes contra a humanidade" - a ação foi acolhida nesta semana.

"Estabelecemos total transparência nos dados (sobre a violência policial), porque não temos nada a esconder", afirmou Piñera, na ocasião