Câncer de pulmão é o que mais mata, aponta oncologista

Por Gazeta Comunidade | 19.01.2018 - 15h00    
Terapia alvo afatinibe, para câncer de pulmão, é incluída no rol de procedimentos da ANS

Segundo dados do INCA, 28 mil novos casos da doença foram diagnosticados no Brasil em 2016

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), só no Brasil, estima-se que mais de 28 mil novos casos tenham sido diagnosticados em 2016, sendo a maior prevalência em homens acima dos 70 anos1-2. Cerca de 18% das mortes por câncer no mundo são devido a tumores nos pulmões2. Entretanto, há uma notícia importante para os milhares de pacientes com a doença no país: a partir de 2 de janeiro de 2018, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluirá a terapia alvo afatinibe em seu rol de procedimentos, acrescentando, assim, o tratamento entre os procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

A conscientização sobre o câncer de pulmão se faz necessária, pois a doença pode apresentar sintomas comuns, como: tosse com ou sem sangue, dor torácica, cansaço e perda de peso3 (os sinais iniciais da doença podem ser semelhantes aos de uma gripe, que parecem não, melhorar), o que pode dificultar o diagnóstico, que muitas vezes é realizado apenas em fases avançadas da doença2.

O câncer de pulmão apresenta diversos subtipos, o que também pode impactar no diagnóstico e tratamento4. Terapias alvo oncológicas, como o afatinibe, oferecem uma nova perspectiva para pacientes com as formas mais raras da doença. Segundo estudos clínicos, pacientes tratados com tal princípio ativo apresentam o dobro da probabilidade de sobrevida e sem progressão da doença em dois anos, em comparação ao padrão ouro de quimioterapia5.

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